Custo, urgência e consequências ajudam a definir qual dívida pagar primeiro.
Quando existem várias contas atrasadas ao mesmo tempo, é comum surgir a dúvida: qual dívida eu pago primeiro? Algumas dívidas crescem muito mais rápido do que outras. Há também aquelas que podem trazer consequências mais sérias para o dia a dia, como corte de um serviço essencial ou perda de um bem.
Por isso, organizar as prioridades é uma parte importante do planejamento financeiro.
O primeiro passo é colocar em uma planilha ou em um caderno todas as dívidas que você possui. Para isso, anote:
Sabemos que pode parecer desconfortável olhar para todos os números de uma vez, mas não adianta fugir disso. Sem conhecer o tamanho e o custo de cada dívida, fica mais difícil definir uma ordem de pagamento.
Veja alguns exemplos:
Contas de água, energia elétrica, aluguel ou outras despesas essenciais merecem atenção dobrada. Isso acontece porque o atraso pode afetar diretamente a rotina da família, seja pela interrupção de um serviço, seja pelo risco de perder a moradia.
Nesses casos, a prioridade não depende apenas dos juros.
Cartão de crédito rotativo e cheque especial costumam estar entre as dívidas mais caras.
Quando não são pagas, os juros fazem com que o valor aumente rapidamente. Por esse motivo, se você tem dinheiro disponível para quitar ou reduzir uma dívida desse tipo, ela geralmente merece prioridade.
Financiamentos de carro ou imóvel também precisam ser avaliados com atenção. Dependendo do contrato e do tempo de atraso, a falta de pagamento pode levar à perda do bem.
Empréstimos com taxas mais baixas e parcelas que ainda cabem no orçamento podem ficar depois das dívidas mais caras ou urgentes.
Isso não significa deixar de pagá-los. A ideia é apenas estabelecer prioridades quando não existe dinheiro suficiente para resolver tudo ao mesmo tempo.
Imagine duas dívidas:
Mesmo sendo menor, a dívida do cartão é mais urgente porque tende a aumentar rapidamente. É por isso que olhar apenas para o valor total pode levar a uma decisão ruim.
O ideal é considerar três fatores: custo, urgência e consequência do atraso.
Além disso, lembre-se: tentar pagar tudo de uma vez e depois ficar sem dinheiro para despesas básicas pode criar um novo problema. Por isso, o objetivo não é eliminar as dívidas a qualquer custo; mas construir uma estratégia que seja possível manter.
Depois de identificar qual dívida merece mais atenção, defina quanto consegue destinar ao pagamento todos os meses. Também se lembre de:
Em resumo: monte seu plano para sair das dívidas. E se você não sabe por onde começar, aqui damos um passo a passo que vai ajudar você!
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