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Gasto essencial x gasto supérfluo: quem é quem no orçamento

Saiba diferenciar gastos essenciais e supérfluos para escolher onde economizar.

Você abre o aplicativo do banco para conferir os gastos do mês. Entre as contas, aparecem o supermercado, a farmácia, aquele pedido de comida e uma assinatura que quase não usa. Tudo saiu do mesmo bolso, mas será que tudo tem a mesma importância?

Na hora de organizar o orçamento ou apertar o cinto, saber diferenciar gasto essencial de gasto supérfluo ajuda a escolher onde economizar. Afinal, alguns cortes podem trazer alívio para as contas, enquanto outros acabam prejudicando necessidades do dia a dia.

Vamos entender quem é quem nessa história?

Gasto essencial: o que precisa ter lugar no orçamento
Gastos essenciais são aqueles necessários para manter a sua vida e a da sua família. Eles garantem condições básicas de moradia, alimentação, saúde e outras necessidades que fazem parte da rotina.

Entram nessa lista:

  • Aluguel ou prestação da moradia;
  • Contas de água e energia elétrica;
  • Alimentação básica;
  • Transporte para trabalhar ou estudar;
  • Medicamentos e cuidados de saúde;
  • Despesas necessárias com a educação dos filhos.

Isso não significa que esses valores sejam sempre iguais ou que não possam ser reduzidos.

A energia elétrica é essencial, mas a conta pode diminuir ao apagar as luzes de ambientes vazios ou reduzir o tempo no chuveiro elétrico. Já economizar deixando de comprar um medicamento necessário pode colocar a saúde em risco.

Gasto supérfluo: aquele que pode esperar

Apesar do nome, gasto supérfluo não é sinônimo de dinheiro jogado fora. A expressão se refere a despesas que podem ser adiadas, reduzidas ou retiradas do orçamento sem comprometer as necessidades básicas.

Uma ida ao cinema, um jantar fora ou uma roupa comprada só porque estava em promoção podem entrar nessa categoria.

Em outras palavras, são escolhas que trazem prazer ou comodidade, mas que merecem uma revisão quando o dinheiro fica curto. Alguns exemplos:

  • Assinaturas de serviços pouco utilizados;
  • Pedidos frequentes de comida por aplicativo;
  • Troca de um celular que ainda funciona bem;
  • Compras por impulso;
  • Serviços extras contratados e esquecidos

O problema costuma aparecer quando essas despesas ocupam o espaço das contas essenciais. Se o pedido de comida contribui para faltar dinheiro no supermercado, o ideal é rever a frequência ou escolher uma opção mais barata.

Atenção: a mesma despesa pode mudar de categoria

Academia é essencial ou supérflua? Depende do papel que ela tem na sua rotina.

Se você frequenta as aulas e a mensalidade cabe no orçamento, esse gasto pode ser uma prioridade para cuidar da saúde. Mas, se o pagamento está em dia e a última visita foi há meses, está na hora de repensar a despesa.

Com as roupas acontece algo parecido. Comprar um calçado para substituir o que está estragado é diferente de levar mais um par para casa porque a promoção parece imperdível.

Por isso, olhar apenas o nome da despesa não resolve. É preciso entender a necessidade que ela atende e se existe uma alternativa mais econômica.

Como separar os gastos na prática?

Pegue o extrato bancário e a fatura do cartão. Se costuma pagar em dinheiro, comece a anotar os gastos em um caderno ou no celular.

Depois, olhe para cada item e pergunte:

  • O que acontece se eu deixar de pagar ou comprar isso?
  • Essa despesa atende a uma necessidade atual?
  • Posso reduzir o valor sem prejudicar a minha rotina?
  • Estou usando o produto ou serviço pelo qual pago?
  • Essa compra pode esperar?

Separar os gastos ajuda a enxergar as prioridades. Com essa visão, fica mais fácil garantir dinheiro para o que é necessário e escolher quais despesas reduzir ou adiar quando o orçamento apertar.

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