Saiba diferenciar gastos essenciais e supérfluos para escolher onde economizar.
Você abre o aplicativo do banco para conferir os gastos do mês. Entre as contas, aparecem o supermercado, a farmácia, aquele pedido de comida e uma assinatura que quase não usa. Tudo saiu do mesmo bolso, mas será que tudo tem a mesma importância?
Na hora de organizar o orçamento ou apertar o cinto, saber diferenciar gasto essencial de gasto supérfluo ajuda a escolher onde economizar. Afinal, alguns cortes podem trazer alívio para as contas, enquanto outros acabam prejudicando necessidades do dia a dia.
Gasto essencial: o que precisa ter lugar no orçamento
Gastos essenciais são aqueles necessários para manter a sua vida e a da sua família. Eles garantem condições básicas de moradia, alimentação, saúde e outras necessidades que fazem parte da rotina.
Entram nessa lista:
Isso não significa que esses valores sejam sempre iguais ou que não possam ser reduzidos.
A energia elétrica é essencial, mas a conta pode diminuir ao apagar as luzes de ambientes vazios ou reduzir o tempo no chuveiro elétrico. Já economizar deixando de comprar um medicamento necessário pode colocar a saúde em risco.
Apesar do nome, gasto supérfluo não é sinônimo de dinheiro jogado fora. A expressão se refere a despesas que podem ser adiadas, reduzidas ou retiradas do orçamento sem comprometer as necessidades básicas.
Uma ida ao cinema, um jantar fora ou uma roupa comprada só porque estava em promoção podem entrar nessa categoria.
Em outras palavras, são escolhas que trazem prazer ou comodidade, mas que merecem uma revisão quando o dinheiro fica curto. Alguns exemplos:
O problema costuma aparecer quando essas despesas ocupam o espaço das contas essenciais. Se o pedido de comida contribui para faltar dinheiro no supermercado, o ideal é rever a frequência ou escolher uma opção mais barata.
Academia é essencial ou supérflua? Depende do papel que ela tem na sua rotina.
Se você frequenta as aulas e a mensalidade cabe no orçamento, esse gasto pode ser uma prioridade para cuidar da saúde. Mas, se o pagamento está em dia e a última visita foi há meses, está na hora de repensar a despesa.
Com as roupas acontece algo parecido. Comprar um calçado para substituir o que está estragado é diferente de levar mais um par para casa porque a promoção parece imperdível.
Por isso, olhar apenas o nome da despesa não resolve. É preciso entender a necessidade que ela atende e se existe uma alternativa mais econômica.
Pegue o extrato bancário e a fatura do cartão. Se costuma pagar em dinheiro, comece a anotar os gastos em um caderno ou no celular.
Depois, olhe para cada item e pergunte:
Separar os gastos ajuda a enxergar as prioridades. Com essa visão, fica mais fácil garantir dinheiro para o que é necessário e escolher quais despesas reduzir ou adiar quando o orçamento apertar.
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